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quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Hoje não, minha querida!!

Entrevista: Michele Weiner Davis ( REVISTA VEJA )
A terapeuta americana diz que, ao contrário do
que se pensa, a falta de desejo sexual no casamento
é tão comum entre os homens quanto entre as mulheres

Roberta de Abreu Lima

 "O estereótipo de que o homem tem um apetite sexual inesgotável e a mulher sente ‘dor de cabeça’ não corresponde à verdade"


A psicóloga americana Michele Weiner Davis trabalha como terapeuta de casais há mais de vinte anos. Especialista em salvar casamentos em crise, escreveu sete livros sobre o assunto e se tornou uma celebridade da TV americana ao participar regularmente de programas como o da apresentadora Oprah Winfrey. Michele diz que um dos problemas mais comuns levados a seu consultório é a falta de desejo sexual de um dos cônjuges. Ela sustenta que, ao contrário do que reza o senso comum, a perda da vontade de fazer sexo é tão comum entre os homens quanto entre as mulheres. Esse é o tema central de seu novo livro, The Sex-Starved Wife: What to Do When He’s Lost Desire (A Esposa Faminta de Sexo: o que Fazer Quando Ele Perde o Desejo), lançado há pouco nos Estados Unidos. Michele falou a VEJA de seu consultório, no Colorado.

O que a levou a escrever um livro para mulheres insatisfeitas com a vida sexual no casamento? Ao escrever meu livro anterior, The Sex-Starved Marriage (O Casamento Faminto de Sexo, ainda inédito no Brasil), em que relato os problemas vividos pelos casais quando um dos cônjuges tem mais interesse em sexo do que o outro, dediquei alguns poucos parágrafos às mulheres que sentem mais desejo do que o parceiro. A resposta das leitoras a esse trecho do livro foi entusiástica. Elas me agradeciam porque, antes do livro, acreditavam que só acontecia aos homens querer mais sexo que a parceira. Essa foi a minha motivação: mostrar a elas que não estão sozinhas.


É comum que um dos cônjuges queira fazer sexo com mais freqüência que o outro? Esse é um dos problemas que surgem com maior freqüência nos consultórios dos terapeutas. Acredito que um em cada três casais vive essa situação. Ao contrário do que muita gente pensa, o número de mulheres que reclamam da escassez de sexo é praticamente igual ao de homens.


A idéia de que o homem está sempre pronto para o sexo é falsa? Sem dúvida. O estereótipo de que o homem tem um apetite sexual inesgotável e a mulher sente "dor de cabeça" não corresponde à verdade. Essa imagem popular está relacionada à idéia de que o homem precisa estar sempre disposto ao sexo para ser másculo. Isso é um mito. Pela minha experiência como terapeuta, posso afirmar que inúmeras mulheres se sentem insatisfeitas com a baixa freqüência sexual no casamento. Uma pesquisa que realizamos com mais de 1 000 mulheres mostrou que 60% delas desejam sexo pelo menos tanto quanto – se não mais que – o marido. A maioria das pessoas não acredita que é possível um homem não querer fazer sexo. Essa idéia deturpada torna o problema muito mais complexo do que quando o insatisfeito é o homem.


Por que a insatisfação sexual é um problema mais complexo no caso das mulheres? Em primeiro lugar, porque não se discute o assunto. Há muita vergonha. A mulher, por achar que é impossível um homem não ter vontade de fazer sexo, acredita que a culpa é dela. Pensa que não é atraente ou sexy o bastante, que está muito gorda ou muito magra. Como também não quer embaraçar o marido, mantém silêncio sobre sua insatisfação. O homem, por sua vez, se sente envergonhado e não procura ajuda. A falta de sexo freqüentemente se torna um segredo entre os dois.


Os homens evitam falar sobre sua vida sexual? Se sua vida sexual não está indo bem, eles não falam. É muito constrangedor para um homem dizer que não sente vontade de fazer sexo, porque a cultura ocidental associa a masculinidade ao grau de interesse em sexo. Acredita-se que, quanto mais interessado no assunto, mais homem ele é.


Por que alguns homens se desinteressam por sexo? Há muitas razões para que eles se desinteressem por sexo. Costumo dividi-las em três categorias. A primeira é a das razões biológicas, quando a queda no desejo sexual se deve a alguma doença. Pode ser diabetes, problemas cardíacos ou alterações no sistema endócrino, como diminuição na produção de testosterona. Nessa categoria também incluo efeitos colaterais do uso de alguns medicamentos, do excesso de álcool, do uso de drogas ou tranqüilizantes e obesidade. A segunda categoria é a das causas emocionais, em que se enquadram problemas como stress, depressão, dificuldades para lidar com o próprio corpo, experiências afetivas anteriores ruins ou ainda alguma disfunção sexual, como a ejaculação precoce. A terceira categoria abrange os problemas vividos no relacionamento com a mulher.


Problemas de que tipo? Quando pergunto aos homens a que atribuem a perda do desejo, curiosamente, a maioria faz as mesmas reclamações que as mulheres na mesma situação. Eles dizem que sua mulher é muito crítica, que ela não lhe faz elogios, que existem questões mal resolvidas na relação que se arrastam há semanas ou meses. Muitos homens dizem que, quando não se sentem emocionalmente próximos de sua mulher, não têm vontade de fazer sexo com ela. As questões ligadas ao relacionamento afetivo com a mulher têm muito mais impacto no desejo masculino do que as pessoas imaginam.


Quanto a aparência da esposa influi no desejo do marido? Influi muito. Seria bom se os homens sempre achassem sua mulher atraente, independentemente de ela ter engordado ou deixado de se cuidar. Mas a vida não funciona assim. Estamos falando de uma questão biológica. Os seres humanos foram programados para se reproduzir e a atração física, que é instintiva, desempenha um papel importante nesse processo. Cuidar do corpo e manter-se atraente também é um modo de a mulher mostrar que se importa com o parceiro. Não estou fazendo apologia da preocupação excessiva com o espelho, mas manter a forma é fundamental, inclusive para estar saudável para o sexo. O homem é muito sensível ao estímulo visual. Portanto, se a mulher quer que ele sinta mais desejo por ela, é bom que preste atenção na aparência.


É comum que o motivo do desinteresse sexual do marido seja a existência de uma amante? Sim. Traição é uma desconfiança comum entre as mulheres nessa situação, e infelizmente muitas delas estão certas. Uma relação extraconjugal, embora provoque certa empolgação no homem, demanda dele tempo e energia para marcar encontros, esconder-se, contar mentiras. Além de sentirem culpa, os maridos infiéis muitas vezes se mantêm tão ocupados tentando ocultar seu comportamento que se esquecem do sexo com a esposa. Até porque suas necessidades sexuais e afetivas estão sendo atendidas fora do casamento. As mulheres devem ficar atentas aos sinais da infidelidade.


Quais são os sinais da infidelidade masculina? Interesse repentino no trabalho, viagens mais freqüentes do que o normal, mudanças na aparência e ausências inexplicáveis são alguns sinais. Somem-se à lista: segredo sobre a fatura do cartão de crédito ou sobre as ligações no celular, cheiros incomuns nas roupas, má vontade para incluir a mulher nas atividades cotidianas, dificuldade para olhar em seus olhos e atitude defensiva quando ela o questiona. Alguns desses indícios, somados, podem significar que ele está tendo um caso.


As mulheres que sentem falta de mais sexo traem o marido? Sim. No começo da privação sexual, elas se sentem magoadas com o parceiro. Depois, passam a sentir raiva. Por causa dessa reação, o homem fica ainda mais distante dela. É um comportamento circular: quanto mais ele evita o sexo, mais brava ela fica e mais ele se afasta. Muitas mulheres acabam tendo um caso porque acreditam que esse é o único caminho para se sentirem desejadas e felizes. Na nossa pesquisa, 37% das mulheres que diziam sentir falta de sexo no casamento tiveram ou chegaram perto de ter uma relação extraconjugal.


Há mais homens hoje com pouca vontade de fazer sexo ou somente agora as mulheres estão falando nisso? As duas suposições são verdadeiras. Os meios de comunicação dão mais espaço para discutir temas relacionados a sexo do que há alguns anos. As mulheres assistem a programas e seriados na TV, como o popular Sex and the City, e começam a se sentir mais confortáveis para falar sobre o assunto. Por outro lado, nunca os homens reclamaram tanto da vida atribulada que levam. Eles estão mais estressados e às vezes não encontram tempo para se dedicar ao relacionamento. Quando se prioriza a relação com a parceira, o primeiro aspecto a se beneficiar é o sexual.


Por que o homem resiste a mudar seu comportamento quando percebe que a mulher está insatisfeita? Quem tem pouco desejo na relação muitas vezes não percebe que está privando seu parceiro de sexo. É comum o homem pensar que sua mulher está reclamando à toa. Diz que existe alguma coisa errada com ela e a faz se sentir uma ninfomaníaca. A mulher, por sua vez, sente-se feia, sozinha e pouco amada. Acredito que os homens nessa situação realmente não se dão conta de quanto estão magoando a mulher, especialmente porque a maioria delas espera que ele tome a iniciativa na cama. A grande diferença entre os gêneros é a forma de encarar o problema. Quando uma mulher tem pouco desejo e seu marido pede a ela que busque ajuda, ela tenta. Vai ao médico, procura ler sobre o assunto, fala com alguém. Quando é o homem que está nessa posição, raramente faz algo para mudar. É muito frustrante para uma mulher pedir a seu marido que procure ajuda para resolver um problema e ouvir uma recusa.


Se o homem resiste a mudar, há algo que a mulher possa fazer? Sim, mas ela precisa entender que não pode deixá-lo se sentir controlado. Os homens são avessos à idéia de que alguém lhes diga o que fazer. É mais eficiente agir como se estivesse pedindo um favor. Costumo dizer às minhas pacientes para não criticá-los, mas contar a eles o que elas sentem. É só usar sempre a primeira pessoa. Em vez de acusá-lo de não querer ir ao médico porque não liga para os seus sentimentos, é melhor falar que se sente magoada quando ele recusa a sua sugestão. Faz toda a diferença. Mas ela tem de ser específica, deixar claro que sexo é importante em sua vida. Não custa reforçar que também é preciso ser amorosa, escolher o momento mais adequado para tocar no assunto, ter paciência e reforçar os pequenos sinais de progresso com elogios.


É possível resolver o problema da falta de desejo masculino sem sacrificar o casamento? Sim, certamente. Em primeiro lugar, é preciso discutir o assunto, concordar que há um problema e tentar encontrar uma solução comum para ele. O casal deve ter foco: fazer exames médicos para se certificar de que não há nenhuma doença, procurar a ajuda de um especialista, conversar. Se não tentar resolver a questão, seu destino mais provável é o divórcio. A pessoa com pouco desejo sexual é quem regula a freqüência do sexo no casamento, já que tem poder de veto. No caso do homem, ele espera que a mulher aceite sem reclamar a freqüência que ele impõe. A mulher se sente muito frustrada e, em algum momento, chega à conclusão de que não vai passar o resto de sua vida dessa forma. Então, acaba encontrando outra pessoa ou pedindo o divórcio.


Como evitar o desinteresse sexual de um dos parceiros? Em primeiro lugar, o casal deve estabelecer uma boa vida sexual como prioridade. É preciso ter consciência da importância que o sexo tem no casamento e dedicar tempo para praticá-lo. Flertar com o parceiro, ser romântico, fazer um esforço para manter o clima são atitudes fundamentais. Falar sobre sexo também ajuda.

História do Kama Sutra - Também temos cultura!

O Kama Sutra foi escrito para a nobreza da Índia por um nobre Vatsyayana, em alguma época entre 100 e 400 d.C. Escrito originalmente em sânscrito, está inserido na concepção de mundo da religião hindu. Seus ensinamentos, embora conduzam ao prazer, visam, em primeiro lugar, à elevação espiritual do homem, em sua trajetória religiosa.

Kama significa amor, prazer, satisfação. É um dos três sustentáculos da religião hindu. Os outros são Dharma e Artha. Dharma é o mérito religioso e Artha a aquisição de riquezas e bens.

Os hindus acreditavam que aquele que praticar Dharma, Artha e Kama, sem se tornar escravo das paixões, conseguirá êxito em todos os seus empreendimentos. Em outras palavras, deve-se desfrutar as riquezas e os prazeres sexuais sem jamais perder a virtude religiosa.

Naqueles dias, o nobre típico hindu levava uma vida de luxo ocioso e tinha bastante tempo livre para se dedicar, se assim o desejasse, ao aprendizado e ao aperfeiçoamento das habilidades sociais, sexuais e artísticas descritas em livros como o Kama Sutra.

Esperava-se do cidadão ideal que dedicava sua vida à conquista de três metas:

darma - aquisição de mérito religioso;

artha - aquisição de riquezas e

kama - aquisição de amor ou prazer sexual.

O Kama Sutra pretendia ajudar na terceira destas metas

Estas três metas possuem suas contrapartes modernas. Muitos de nós não somos tão voltados para a religião,mas buscamos desenvolvimento pessoal e realização; muitos de nós não aspiram grandes riquezas, mas sim ter o dinheiro suficiente para viver confortavelmente; e a maioria de nós quer um relacionamento sexual carinhoso.O Kama Sutra era destinado aos homens, pois as mulheres na época eram submissas demais, mas isto não quer dizer que ele ignora as necessidades femininas.

“Em resumo, a pessoa sagaz e prudente, que leva em conta Dharma, Artha e Kama, sem se tomar escrava de suas paixões, é bem-sucedida cm todos os seus empreendimentos.”

Baseado:
. livro "Kama Sutra - Guia de Bolso" de Anne Hooper, Editora Ediouro.
. livro "Kama Sutra de Vatsyayana - versão de Sir Richard Burton - Ediouro
. Revista Big Man Internacional - Kama Sutra Número 01A - Edição 455 - Ano XVII

DIFERENÇAS ENTRE AMOR, TESÃO E CASAMENTO

DIFERENÇAS ENTRE AMOR, TESÃO E CASAMENTO

Amor: Quando seus olhares se encontram numa sala lotada.
Tesão: Quando as línguas se encontram numa sala lotada.
Casamento: Quando vocês perdem a criança numa sala lotada.

Amor: Não importa se um dos parceiros não chegou ao orgasmo
Tesão: A relação acaba se um dos dois não chegou ao orgasmo
Casamento: O que quer dizer orgasmo?

Amor: Os dois se telefonam só pra ouvir um alô.
Tesão: Os dois se telefonam para escolher o motel.
Casamento: Um liga para o outro para avisar que vai chegar tarde.

Amor: Você esta interessado em fazer tudo "para" ela.
Tesão: Você esta interessado em fazer tudo "com" ela.
Casamento: Você só esta interessado no resultado do jogo de futebol.

Amor: Você escreve poemas de amor para o outro.
Tesão: Você escreve bilhetinhos de sacanagens para o outro.
Casamento: Você só escreve cheques de pagamento.

Qual o estilo de vocês???

Os misterios da atração sexual ou sem tesão não há solução

A atração sexual é o que faz com que alguém se torne objeto de desejo para outra pessoa. Essa química inexplicável aproxima homens e mulheres que partem para a sedução.

Se o sexo vai mesmo acontecer ou se vai ser bom, é outra história. O fato é que a mola propulsora de um relacionamento afetivo é mesmo a sexualidade. Se não houver aquele fogo, aquela química de pele, dificilmente ambos se apaixonarão.

Se as afinidades forem grandes e a convivência for boa, mas o tesão for pouco, o amor correrá o sério risco de se transformar numa grande amizade, daquelas que a gente depois sofre porque não consegue abrir mão – mas também sofre porque não nos satisfaz.

A satisfação sexual e o tesão que um parceiro nutre pelo outro são fundamentais para a felicidade fora da cama e são a base da ligação de um casal. É este tesão que reacende a vontade de permanecer no relacionamento e que, inconscientemente, permite que um parceiro admire o outro mesmo nos momentos de crise e faz com que as outras pessoas não representem um risco à relação.

Muita gente diz que o tesão é o termômetro que mede a qualidade do relacionamento. Na verdade não é exatamente assim, porque muitos fatores podem comprometer a libido de uma pessoa. Mas esse comprometimento ocorre em fases. Se o interesse sexual diminui e não se recupera, aí, sim, é sinal de que alguma coisa pode estar errada entre os parceiros.

A sexóloga Maria Helena Matarazzo, autora de Encontros, Desencontros e Reencontros (Ed. Gente), questiona: “Será que só o que conta é a quantidade? Será que menos sexo significa menos intimidade ou certos casais descobriram outras maneiras de manifestar sua intimidade sem precisar de um determinado número de orgasmos por semana?”

Se o seu tesão está mais fraco, não se desespere nem vá logo acreditando que talvez seja melhor terminar tudo. Ouça seu coração, avalie o relacionamento, reveja sua vida e seus interesses, estude suas expectativas na relação e fora dela.

Talvez o problema tenha uma origem diferente: o trabalho, a família, a conta no banco... E não entre numa de culpar o(a) parceiro(a), atitude que muita gente toma por ser o caminhos mais fácil: afinal, se o tesão (ou a falta dele) pode ser um reflexo da relação, a causa também pode ter a sua origem em questões externas.

As ondas da atração

Uma das características de qualquer relacionamento é o dinamismo: ele se modifica a cada dia, sofre interferências do humor, dos desejos, das atitudes e das crenças das pessoas. No caso do relacionamento amoroso, que envolve intimidade e cumplicidade, estas interferências são ainda maiores. É claro que o sexo, que é uma intensa expressão daquilo que somos e sentimos, torna-se um reflexo do nosso interior, antes mesmo de ser um reflexo da relação.

Maria Helena Matarazzo pergunta: “Será que o vínculo amoroso depende do número de relações sexuais que o casal está tendo, ou da qualidade dessas relações?” O diálogo é fundamental para o entendimento entre os parceiros e a idealização do sexo, alimentada pelo cinema e pela literatura, é uma fantasia.

Na verdade, são muitas as situações que podem inibir ou aumentar o desejo sexual pelo parceiro.
As mais comuns são:

Questões profissionais – a insatisfação no trabalho é um balde de água fria porque mexe com a auto-estima das pessoas. Já o desemprego congela a libido porque a atenção do indivíduo se volta para a questão da sobrevivência. Em ambos os casos, quando se vive esta situação, o sexo pode ser visto como uma obrigação ou até, uma chateação. Já o desafio profissional, um novo emprego ou uma promoção, podem ser estressantes se a pessoa for insegura (e aí, sim, comprometerá o tesão, já que compromete a auto-estima) ou provocar o contrário, estimulando-a para o sexo por despertar o sentimento de valorização e aumentar a auto-estima.

Problemas familiares – pode ser o divórcio dos pais, a doença de alguém da família, o desemprego de uma pessoa próxima... quando pessoas que amamos passam por situações difíceis, a gente também sofre. Isso é normal e humano. É preciso dar tempo ao tempo, vivenciar as emoções. Só não se deve deixar levar por sentimentos derrotistas e negativos que não vão solucionar os problemas e só irão piorar a sua vida.

Questões econômicas – falta de dinheiro é um problema seríssimo: preocupações com contas a pagar simplesmente detonam o erotismo natural do ser humano. Também é comuníssimo casais que se desentendem sexualmente quando a mulher sustenta a casa ou, simplesmente, tem um salário maior. No subconsciente das pessoas, ainda é esperado que o macho desempenhe aquele velho papel de provedor, como se isso conferisse a ele um valor a mais. O fato é que problemas financeiros costumam comprometer a libido e atrapalham a vida sexual.

Filhos – seja a gravidez, o nascimento ou problemas com a educação, o fato é que muita gente reclama que, depois dos filhos, a relação nunca mais foi a mesma. E nem poderia! Antes eram só dois, agora há mais passageiros no barco, e embora a viagem possa se tornar ainda mais maravilhosa, é precisão atenção. Não se deixar consumir por este novo papel (de pai ou de mãe), é fundamental. Também é importante estabelecer momentos só para o casal e não cometer a infantilidade de sentir ciúmes das crianças.

Crise de auto-estima – quem não se ama, não se curte, não se acha interessante, costuma enfrentar problemas com o sexo. A baixa auto-estima pode levar à incapacidade de seduzir e de sentir prazer, além de trazer dificuldades para transmitir erotismo. Como ninguém é Super Homem ou Mulher Maravilha o tempo inteiro, crises de auto-estima acontecem com todo mundo. O melhor caminho, em casos mais graves, é buscar ajuda de um profissional ou de um amigo confiável e equilibrado emocionalmente.

Crise de identidade – vocês estão falando a mesma língua, têm objetivos comuns? Acontece do casal, de repente, começar a se desentender e a se estranhar, ou, simplesmente, passar a buscar caminhos diferentes. Nesse caso, o tesão fica comprometido mesmo. Para que o relacionamento sobreviva à mudanças muito grandes, é preciso muita conversa e respeito pelas decisões do(a) parceiro(a).
A sexóloga Maria Helena Matarazzo, autora de Encontros, Desencontros e Reencontros
(Ed. Gente).

Sem Tesão Não existe Casamento

Os relacionamentos amorosos, sejam eles somente sexuais ou aqueles que viram namoro ou até mesmo casamento têm um componente em comum: o tesão. Os indivíduos, ao se encontrarem, são movidos pelo tesão que o outro inspira. Os olhares, os primeiros contatos são impelidos por esta “química” que acontece entre duas pessoas.
O elemento tesão não é universal, funciona de formas diferentes para pessoas diferentes. O que gera um grande interesse para uns não necessariamente será para outros. Por isso, não existem modelos de beleza ou de pessoas que sejam unanimidades.
Quando duas pessoas se conhecem, antes mesmo de trocarem palavras, elas são chamadas uma para a outra por certas características físicas que são agradáveis. Se acontecer do tesão aparecer, acontecerá o sexo ou o relacionamento
Caso contrário, este encontro poderá se tornar uma grande amizade ou nada. Para acontecer o sexo, é imprescindível que haja a vontade de praticá-lo com aquela pessoa.
O tesão não é somente físico, ele pode ser psicológico, como por exemplo, um bom papo ou uma companhia agradável. E ele pode surgir no decorrer da relação que está se estabelecendo entre essas pessoas. Quantos já foram surpreendidos pelo desejo de que aquele amigo seja mais que amigo? Ou quantos se pegaram interessados por um colega que antes não prestavam tanta atenção? Isso pode acontecer, quando o tesão surge, a relação passa pra outro nível, proporcionando o encontro corporal entre duas pessoas.
Na mesma linha de pensamento, quando o tesão acaba, a relação pode estar fadada ao insucesso.
Quando um dos parceiros não sente tanta vontade de estar com outro, não sente necessidade de sexo, ou ainda, procura sexo com outras pessoas, é o tesão por aquele indivíduo que acabou. E isso é tão real que muitos casamentos já terminaram por causa disso. É claro que o tesão é compartilhado com outras coisas, como a vida afetiva saudável ou o bom relacionamento entre a dupla, mas neste artigo será explorado somente a questão do desejo, da química, do tesão propriamente dito. E estes elementos não são racionais, são parte do inconsciente de cada um e de como ele é ou não receptivo ao outro.
Por isso que existem as pessoas que chamam ou não a atenção da outra, por isso existem as ficadas, os amores, os casamentos. Sem tesão, os indivíduos teriam relações furtivas uns com outros, mas não se manteriam em um relacionamento.
O próprio prazer sexual tem a ver com a questão do tesão. Se o desejo não é grande, o prazer pode não acontecer, ou ser menor do que se esperava. Assim como a maioria das questões das vidas dos indivíduos, a vontade de estar lá, de realizar determinada ação é a mola propulsora pra que tudo aconteça.
Nos relacionamentos, esta mola é o tesão.Por melhor que possa ser o outro, sem tesão, a relação não passa de amizade. Porém, se ele existir, é muito difícil que não aconteça uma relação sexual, ou até mesmo uma relação mais profunda. Tesão e amor acabam andando juntos nas relações mais duradouras.
Anne Griza
Sexologa

Piada do dia

O melhor anticoncepcional?

Casamento!

“Vivi a dor de um casamento sem sexo”


“Vivi a dor de um casamento sem sexo”
Relacionamentos longos muitas vezes fazem o desejo esfriar. Mas e quando isso acontece com recém-casados? Foi essa pergunta que Ana* se fez nas primeiras vezes em que Vinícius* falhou. De uma hora para outra, ele, que era cheio de energia, passou a fracassar na cama. Os dois resolveram investigar o problema, mas não tiveram sucesso. Ela conta como conseguiu resolver essa questão.
Depoimento a Fernanda Cirenza

Conheci vinícius em natal, rio Grande do Norte, onde eu morava, em um encontro de estudantes. Ele era articulado, inteligente, sete anos mais velho e bonito: 1,75 m, moreno, olhos puxados. Eu também não era de jogar fora: magra, cabelos ondulados abaixo do ombro, nem alta, nem baixa. Na primeira noite, ficamos e continuamos juntos até o fim da temporada dele — nessa época, Vinícius vivia em Recife. Nossa história tinha tudo para acabar no aeroporto. Mas depois de um mês marcamos um reencontro na cidade dele e foi uma delícia. A partir daí, viramos namorados. Nos víamos de vez em quando. Por cinco anos, ficamos nesse esquema. Em 2003, cansados das viagens, fomos morar juntos em Brasília. Seria um treino para o casamento oficial. Só que deu tudo errado! Em pouco tempo debaixo do mesmo teto, Vinícius pifou, não conseguia mais transar. De uma hora para outra, ficou impotente, e eu quase enlouqueci. Nunca tive problemas com questões sobre o prazer. Gosto de fazer sexo, falo com tranquilidade sobre o assunto e leio a respeito. Me considero uma mulher bem resolvida e saudável. Vinícius gostava do meu jeito, meio liberal, meio romântica. A gente se dava bem na cama, até irmos para Brasília. Fomos para lá porque ele arrumou um trabalho numa campanha política, e eu me descolei como secretária em um gabinete. Nosso apartamento era hipercharmoso, perto do Lago Sul. Por três meses, tivemos uma vida de sonhos. Chegamos até a fazer planos de ter filhos. Mas, um dia, ele falhou pela primeira vez. Vinícius teve uma semiereção, por assim dizer, e a penetração durou segundos. Não deu tempo de sentir nada. Quando achei que estávamos apenas começando, ele saiu de cima de mim, me abraçou e disse que estava feliz por morarmos juntos. Levantou da cama como se tivesse sido tudo normal, como se a transa tivesse sido ótima. Perguntei se havia algo de errado, ele respondeu ‘de jeito nenhum. Te amo’. Como não queria constrangê-lo, não falei mais nada sobre o que tinha acontecido, nem naquele dia, nem nas semanas que se seguiram. Ele também não comentou nada sobre aquela noite. A questão foi que ele nunca mais foi capaz de ter ereção. Fui suportando com paciência porque eu o amava. Ficar em abstinência é bem complicado. Mas o pior foi administrar a minha cabeça: aceitar o que estava acontecendo, entender a situação. Vinícius agia como se tudo estivesse normal. Até hoje não sei se ele acreditava que é possível viver sem sexo ou se fingia acreditar. Minha primeira reação à abstinência foi o ciúme. Achava que a rejeição tinha a ver com outra mulher, que ele estava apaixonado ou tendo um caso e não sabia como me contar. Fiquei paranoica com isso, mas Vinícius dizia que não havia ninguém no mundo capaz de atrapalhar o amor que sentia por mim. Acreditei. Mesmo porque éramos felizes fora da cama. Vivíamos trocando beijinhos, abraços, e até dormíamos de conchinha. Mas, na hora do sexo, não rolava. Quem via de longe não imaginava o que sofríamos. Para uso externo, éramos um casal completo. E, na verdade, eu me sentia amada — até porque ele era extremamente ciumento e possessivo, o que eu encarava como um sinal de amor. Tenho um blog no qual costumava escrever textos sobre amor e sexo (precisava escoar minha energia) e ele sempre me pedia explicações sobre os personagens, as frases, queria saber com quem eu tinha conversado, saído. Aparentemente, Vinícius também não tinha nenhum interesse que não fosse simplesmente gostar de mim — não dependia de mim para nada e até ganhava bem mais do que eu. Nunca pensei em trair meu marido, nem quando estava havia três anos sem transar. Me mantive fiel porque achava um absurdo trair um marido impotente. Não que não pensasse em sexo, ou em outros homens, mas ninguém específico. Estava tão carente que, se via uma cena mais quente na TV, minhas pernas amoleciam. Tive uma centena de sonhos eróticos, homens musculosos e até mulheres me pegando, me seduzindo. O que mais me encafifava era não saber o que estava acontecendo. Como um cara viril, normal, de repente, se torna impotente?
“Perdi todo o desejo. deixei de sair, de ir ao cinema, de jantar com os amigos, de conversar com meu marido. Éramos dois centenários na frente da TV”
A gente se beijava, se abraçava, se acariciava, mas, quando ele penetrava, era aquele desastre. Ele me masturbava, fazia sexo oral, mas jamais admitia que tinha falhado na hora principal. Por causa dessa recusa dele em reconhecer que não conseguia mais ter uma ereção comigo, não conversávamos sobre o assunto. Depois que a fase do ciúme passou, comecei a pensar em um monte de outros motivos para a impotência dele: tinha virado gay, estava com o vírus da aids e não queria me contar, tinha um câncer... Havia de existir uma razão para ele não conseguir transar comigo. Estava angustiada com a situação e ansiosa por uma explicação. Depois de quatro anos sem transar, convenci Vinícius, que resistia a aceitar que tinha um problema, a procurar ajuda. Primeiro fomos ao urologista e, clinicamente, ele não tinha nada de errado — só precisava tomar um revigorante para ficar mais animado. Também me submeti a uma série de exames e estava ótima. Nosso problema só podia ser emocional. Fomos, então, parar em um psicólogo especializado em terapia de casal. Ele queria saber se Vinícius era mesmo impotente e, para se certificar, mandou meu marido fixar uma espécie de papel na ponta do pênis por uma semana. Se acordasse sem os papéis, tinha tido ereção noturna. Na manhã seguinte, surpresa! Os papéis tinham caído. Fiquei feliz, abracei Vinícius, beijei, fiquei louca. Minha excitação durou pouco. Ele retribuiu aos carinhos, só que não conseguiu transar. Seguimos todas as recomendações do psicólogo: compramos brinquedos e filmes eróticos, gel, pomadas. Levava Vinícius para tomar banho comigo, fazia massagens, tentava masturbá-lo... Nada. Continuamos fazendo terapia, mas não havia progresso. Viver sem sexo ao lado do homem que se ama é uma viagem alucinada. Depois de três anos sem penetração, aprendi a ter prazer com vibradores, borboletinhas, chuveirinhos, almofadas. Arrumei mil maneiras para resolver o meu problema. Comecei a pensar em táticas para seduzi-lo. Achei que abordá-lo em um momento inesperado poderia fazer com que se animasse. Enquanto Vinícius tomava banho, eu me despi e fiquei nua, de pé, no caminho do banheiro para o quarto. Quando me viu, ele abriu um sorriso e andou até mim. Mas quando chegou perto, virou de costas e seguiu caminhando para o quarto, evitando assim, qualquer tipo de contato sexual entre nós, mesmo que fosse apenas visual. Também pedi para ele passar cremes hidratantes no meu bumbum, fazer massagens. Nada funcionava. Era frustração atrás de frustração. Meu estado de carência chegou a tal ponto que até senti inveja de uma grávida que pedia esmolas na rua. Se esperava um bebê, tinha feito sexo. Por um instante, quis trocar a minha vida pela dela. Topava ficar nos faróis pedindo moedas, desde que tivesse sexo... A vida tinha ficado chata, triste. Embora Vinícius agisse como se nada de grave estivesse acontecendo, passou a comer compulsivamente. Chegou a pesar quase 100 quilos. Como a terapia não estava dando resultado, decidimos ir a uma clínica especializada em impotência para fazer um tratamento que prometia soluções milagrosas. Ele só precisaria tomar umas injeções e tudo voltaria ao normal. O procedimento, mais uma vez, não deu em nada. Um dia, arrumando umas gavetas, descobri caixas lacradas do remédio que o urologista tinha dado para Vinícius ficar mais energizado. Ele não estava tomando nada. Fiquei furiosa, mas não falei nada. Comprei uma caixa de Viagra e coloquei o remédio no suco de laranja, sem que ele soubesse. Ele tomava aquele copo enorme e eu torcia por dentro. “Vai dar certo, tem que dar certo.” Nada. Vinícius dizia que me amava, sentia tesão por mim, mas que a vida não podia ser apenas sexo. O amor dele por mim era enorme! Cheguei a dizer que, se ele achasse que nunca mais iria funcionar, eu devia ser avisada. Assim, tentaria me adaptar. Eu também o amava! Falava isso mais como uma forma de cuidar dele, numa tentativa de deixá-lo seguro. A ideia de ficar o restante da minha vida sem sexo era assustadora. Por causa desse sofrimento, minha saúde psicológica foi afetada. Eu, que sempre tive variações de humor durante o dia, fui diagnosticada com uma bipolaridade leve. O psicólogo que me atendia acabou me encaminhando a um psiquiatra. Para controlar o transtorno, o médico me receitou um remédio que ajustava essas oscilações de humor, mas inibia a minha libido como efeito colateral. Pronto! Não sentia mais desejo por nada. Deixei de sair, de ir ao cinema, de jantar com amigos, de conversar com Vinícius. Nós éramos dois senhores centenários na frente da TV. Nessa época, ele chegou até a reclamar que eu não o procurava mais para sexo, o que me deixou surpresa. Mas, por causa da medicação, eu não queria transar de modo algum. Depois de um ano tomando o remédio, entrei em depressão. Dormia muito, não queria sair de casa, ir trabalhar. Também deixei de cuidar de mim. Já não me depilava mais, deixava a sobrancelha crescer, vestia o que aparececesse na frente. Não conseguia sequer me olhar no espelho. Para uma mulher vaidosa, essas atitudes eram o fundo do poço. Exatamente onde eu estava. Arrasada, destruída, me sentindo um lixo, comecei a achar que ele me recusava porque eu era feia. Me sentia a última das mulheres, incapaz de despertar o desejo em um homem, o homem que eu amava. O médico trocou a medicação. Quando troquei o antigo remédio por um antidepressivo, o desejo voltou ao normal, mas a minha vida sexual não. Precisava desesperadamente transar! Vinícius não passava das carícias e até me ajudava com os brinquedinhos. Mas eu me sentia horrível com toda essa gentileza! Uma noite, me descontrolei e falei um monte. Disse que ele ia me perder, que estava me jogando fora, que viver sem sexo era uma coisa, mas sem perspectivas era outra... E que eu sabia que ele não estava fazendo nada que os médicos mandavam! Eu estava a ponto de bala. Vinícius ouviu tudo calado, imóvel. Mais uma vez, agiu como se nada tivesse acontecido, como se eu estivesse vendo problemas onde não havia — e não respondeu a nenhuma das minhas críticas. Estávamos quatro anos sem transar quando meu ginecologista me recomendou o melhor urologista de Brasília. Quando mencionei esse novo médico, Vinícius ficou furioso, falou que eu o pressionava, que eu só pensava em sexo. Dessa vez, não hesitei. Ou ele se tratava, ou a nossa história terminava ali. Vinícius aceitou encarar outro tratamento. Passamos o ano de 2007 sem transar, mas, pelo menos, tive esperança de que tudo voltaria ao normal. Nessa tentativa de recomeço, passei a organizar uma viagem para a Europa. Seriam 20 dias só a gente, vivendo outros ares. Havia de funcionar! Partimos em maio do ano seguinte para Barcelona, nossa primeira parada. Depois fomos para Roma, Paris, Madri e Lisboa. A viagem foi divertida, conheci lugares novos e o clima entre a gente estava bom. Eu o procurei para transarmos uma única vez. Toquei o pênis dele, nos beijamos, mas ele disse que estava com dor de cabeça — a desculpa clássica feminina. Aquilo não era novidade para mim. Embora tenha ficado um pouco frustrada, não fiquei triste, não chorei. A verdade é que não encontrei cenário capaz de me ajudar a ter uma noite de sexo com meu marido. Voltei para Brasília decidida a terminar tudo. Dois meses depois, eu saí de casa. Vinícius ficou inconformado e tentou me convencer de que poderíamos ser felizes. Jogou na minha cara que eu não o compreendia. Chegou a dizer que eu estava colocando a vida dele em risco. Era uma ameaça! Foi difícil deixá-lo, mas minha sanidade mental estava em jogo. Se um de nós tivesse que enlouquecer, que não fosse eu. Vinícius passou um ano tentando reatar. Perdeu 15 quilos, fez questão de me contar que estava curado e me pediu uma nova chance. Eu rezava para não cair em tentação, para nunca mais ter vontade de beijá-lo. Não queria me arriscar de novo ao lado dele. Eu também estava magoada com ele porque alguns amigos nossos, depois da separação, vieram me dizer que Vinícius teve vários casos fora de casa. Ou seja, ele só não transava comigo. Uma amiga chegou a dizer que achava que o meu casamento era aberto, desses em que cada um transa com quem quer, tão frequentes eram as puladas de cerca dele. Me senti mais lixo ainda! Pensei em tirar satisfação, afinal passei cinco anos sem sexo e jamais pensei em traí-lo. Mas desisti. Até hoje não sei se era verdade. Saber ou não se fui traída não traria minhas noites de prazer de volta.
Uma das teorias que me deram para a tortura porque passei é que Vinícius me amava tão profundamente que esse amor intenso o bloqueava para o sexo comigo. Ele queria me ver como uma virgem. Negócio de gente maluca. No final de 2008, deixei Brasília para morar em Recife. Arrumei emprego como gerente de uma loja de roupas, prestei vestibular para fisioterapia e entrei. Estou estudando. Vinícius ficou em Brasília, hoje é funcionário público. A distância e o tempo me ajudaram na recuperação. Faz um ano que conheci meu atual namorado, cinco anos mais jovem que eu, cheio de energia, e bem bonito também. No início, tive medo de não dar conta do recado — ele queria transar várias vezes na mesma noite, mas eu estava desacostumada. Foi difícil relaxar, me abrir. Ele entendeu a história e me ajudou a retomar minha vida sexual. Há cinco meses, resolvemos ter um filho, e estou grávida. Sempre quis ser mãe, estou com 31 anos! Ficamos meio tontos com a notícia, mas adorando a ideia de sermos pais.

SEJAM BEM VINDAS

Esse blog é dedicado a todas as mulheres casadas que desejam estudar a respeito do relacionamento em seu casamento.

Sejam bem vindas, e vamos trocar experiências e auxiliarmos umas as outras a ter um casamento mais ativo sexualmente e com companherismo ativo.